sexta-feira, 9 de maio de 2014

Beija-flores em expansão

Número de espécies de beija-flor está em expansão. O bem sucedido grupo de aves pode dobrar o número de espécies antes de se estabilizar.

 https://bio-orbis.blogspot.com/2014/05/beija-flores-em-expansao.html
Lophornis ornatus (beija-flor-de-leque-canela). Fonte da imagem: flickr

VAMOS DESCOBRIR...

Os beija-flores só precisaram de 22 milhões de anos alcançarem a diversificação atual em 338 pequeninas espécies coloridas a partir de um único ancestral comum. E eles não param.

O biólogo evolutivo Jim McGuire da University of California, Berkeley, e colaboradores descobriram que apesar de alguns grupos de beija-flor terem saturado o espaço disponível em seus ambientes, outros ainda estão se diferenciando em novas espécies a uma taxa extraordinária. Ao comparar suas taxas de especiação e extinção, a equipe de McGuire calculou que o número de espécies de beija-flor poderia dobrar antes de atingir um equilíbrio nos próximos milhões de anos. Os resultados foram publicados em Current Biology.

Calypte anna. Fonte da imagem: flickr

“Essa é uma evidência única de um dos exemplos mais espetaculares conhecidos de uma radiação adaptativa incompleta”, declara Juan Fracisco Ornelas, biólogo evolutivo do Instituto de Ecologia em Xalapa, no México. (radiação adaptativa é o termo usado por biólogos para definir uma rápida diferenciação de populações em espécies distintas.)

Beija-flores só são encontrados no Novo Mundo, e a maioria das espécies vive na América do Sul. A equipe de McGuire conduziu o maior estudo já realizado sobre a evolução do grupo ao comparar o DNA de 284 espécies.

“É impressionante”, elogia Robb Brumfield, geneticista da Louisiana State University em Baton Rouge. “As amostras usadas são o produto de mais de 30 anos de ornitólogos carregando tanques de nitrogênio nas costas e se aventurando em regiões remotas” das Américas do Sul e Central. Os pesquisadores coletaram amostras de tecidos e precisaram mantê-las congeladas para permitir o sequenciamento genético.

TRABALHO RÁPIDO

Fonte da imagem: ArtFlorir

A análise mostrou que beija-flores se dividem em nove grandes linhagens, que se diversificaram na América do Sul durante os últimos 22 milhões de anos. Mas eles divergiram de um grupo-irmão pela primeira vez – as andorinhas – há cerca de 42 milhões de anos, e fósseis sugerem que a divisão ocorreu na Eurásia. “Essa é uma distância enorme!”, observa McGuire. Beija-flores não conseguem atravessar oceanos, então eles devem ter viajado por terra, sobrevoando alguma conexão entre o Estreito de Bering e a América do Norte antes de viajarem para o sul. Chegando à América do Sul, eles radiaram dramaticamente – especialmente nos Andes. Essas montanhas representam apenas 7% da área terrestre das Américas, mas são o lar de 40% das espécies de beija-flor. Muitas delas devem ter surgido nos últimos 10 milhões de anos. Foi nessa época que os Andes começaram a se elevar rapidamente, sugerindo que talvez as montanhas tenham estimulado a diversificação.

Fonte da imagem: Scientific American Brasil

“Os Andes provavelmente são o pior lugar para um beija-flor”, comenta McGuire. Esses pássaros “têm taxas metabólicas altíssimas, e a disponibilidade de oxigênio é baixa. Também é difícil flutuar devido à densidade reduzida do ar. E mesmo assim, lá estão eles”. Ainda que alguns insetos sejam conhecidos por trabalhar em grandes elevações, ele observa que existem relativamente poucos insetos em montanhas altas e gélidas, deixando espaço para que beija-flores polinizem flores. As montanhas também fornecem uma miscelânea de habitats, de vales isolados a encostas íngremes com climas que mudam rapidamente. Beija-flores são muito bons em explorar esses nichos.

Mas, de acordo com Ornelas, McGuire e sua equipe superestimam a importância dos ambientes andinos. Julgando pelas cores brilhantes, ornamentos elaborados, cortejos espetaculares e chamados complexos típicos de beija-flores, a seleção sexual quase certamente teve um papel fundamental em sua evolução.

Um raro beija-flor albino, mas a espécie 'do-pescoço-vermelho' não corre risco de extinção. Fonte da imagem: G1.

De qualquer forma, beija-flores estão produzindo novas espécies a uma velocidade cada vez menor, provavelmente por estarem ficando sem espaço ou nichos ecológicos para preencher. McGuire descobriu que algumas linhagens se diversificaram 15 vezes mais rápido que outras, e ainda mantêm uma velocidade elevada. “As taxas estão por todos os lados”, aponta ele. “Mesmo que o espaço ecológico esteja começando a diminuir, ainda há lugar para mais espécies”.

Fonte: Scientific American Brasil

QUE INCRÍVEL, COMO OS PEQUENOS BEIJA-FLORES ESTÃO CONSEGUINDO FUGIR DA EXTINÇÃO. MAS NÃO PARE POR AQUI, ABAIXO TEM MUITO MAIS PRA VOCÊS:

Equilíbrio? Não é problema para o beija-flor-bico-de-espada

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2014/02/equilibrio-nao-e-problema-para-o-beija.html


O chamado das flores

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2014/04/o-chamado-das-flores.html


 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2014/11/as-9-flores-mais-cheirosas-do-mundo.html


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