quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Extinção: O Mundo em Perigo [ZONA 3]

Vamos a continuação da postagem ‘Extinção:O Mundo em Perigo [ZONA 2]’, agora será a ZONA 3: Região Neotropical.

 https://bio-orbis.blogspot.com/2017/09/extincao-o-mundo-em-perigo-zona-3.html

VAMOS DESCOBRIR...


Extinção, uma palavra que para nós humanos é uma coisa temida desde a alvorada das descobertas da ciência. Ela é um processo natural, e a maioria dos animais e plantas que evolui durante milhões de anos desde o início da vida está agora extinta. No entanto, ao longo dos últimos 400 anos, a taxa de extinção está sendo acelerada em velocidade desastrosa.

A cada dia, a cada hora e a cada minuto espécies no mundo inteiro são extintas. Mais de 5. 000 espécies animais estão atualmente ameaçadas, e os cientistas predizem que, se a atual tendência no meio ambiente continuar, uma em cada quatro espécies vegetais poderá estar extinta em torno do ano 2050. E este problema não se restringe somente às florestas tropicais, também em outras localidades, como na Europa, 380 espécies de borboletas estão ameaçadas, 15 estão praticamente extintas.

CAUSAS DA EXTINÇÃO

Destruição do ambiente natural

Um número cada vez maio de plantas e animais está sendo ameaçado ou até mesmo extinto, e a causa principal é a perda do seu ambiente ou hábitat.

Fonte da imagem: CalPhotos.

Um outro fator que pode também ser uma causa para a extinção de animais e plantas é a desigualdade econômica entre os países. Esse fato contribuiu, por exemplo, para o trágico desaparecimento das florestas nas regiões tropicais do mundo, causado pela exploração de madeiras de lei, como o mogno. Muitos grupos de preservação ambiental nas nações ricas, proibiram a importação de madeira tropical, mas para muitos países pobres a floresta tropical figura entre os poucos recursos que geram a entrada de capital estrangeiro necessário para a importação de produtos essenciais.

Caça

A caça sempre causaram a extinção das espécies. Leões foram totalmente dizimados da Grécia na Idade do Bronze, e os ursos e castores desapareceram da Grã-Bretanha em torno do século XII. A caça por marfim, peles e outros produtos raramente foi bem controlada e até hoje causa extinção de espécies.

Poluição

Nosso alimento está contaminado por pesticidas e produtos químicos jogados pelas indústrias nos rios e no solo. Os vazamentos de óleo no mar causam mortalidade de pássaros e mamíferos. A poluição do ar é ainda mais grave, pois os gases expelidos pelas indústrias sobem para a atmosfera e retêm o calor do sol, criando o efeito estufa. O fato de que esses gases resultarão no aquecimento do globo é uma preocupação mundial, mas é desacreditada de alguns cientistas.

Introdução de espécies

A natureza quando em equilíbrio, impõe resistência às populações, de forma que há um controle das densidades populacionais. Dentre os fatores de controle pode-se mencionar competição, predação, parasitismo, restrição de alimento e diminuição de território para reprodução.

Fonte da imagem: Curiosidade Animal.

Quando introduzimos em um ambiente uma espécie de outro ecossistema ou bioma, essa resistência da natureza pode acabar não ocorrendo, seja por não haver predadores dessa espécie no novo ambiente ou por haver grande oferta de território para reprodução, de alimento farto ou de outros fatores. Isso faz com que a espécie introduzida aumente sua população e provoque desequilíbrios ecológicos.

CONSERVAÇÃO

Qualquer que seja a justificativa para a conservação da vida selvagem e do meio ambiental, uma coisa é certa: a destruição não pode continuar, nem mesmo algumas décadas mais, sem que haja o colapso de ecossistemas completos e de populações humanas inteiras.

A biodiversidade é um fator fundamental para a vida no planeta, tanto em vista do ponto Biológico quanto do ponto vista Natural, Genético, Físico e Químico, para a vida sustentável no planeta Terra.

BRASIL E SUA FAUNA EXUBERANTE

Sem dúvida em questão de Biodiversidade o Brasil está em primeiro lugar. Mas as espécies viventes lá também sofrem do efeito da extinção natural, e dos efeitos humanos. Abaixo umas das principais espécies ameaçadas de extinção no Brasil:


Agora abaixo algumas espécies que correm o risco de extinção que talvez vocês não sabiam. Região biogeográfica - [ZONA 3]

ZONA 3: REGIÃO NEOTRÓPICA

Região Neotropical. Fonte da imagem: Wikipédia.

A região Neotropical abrange toda América do Sul e Central a partir da costa mexicana e ao norte do Caribe. Os dois pontos predominantes são a cordilheira andina e o vasto rio Amazonas.

PAPAGAIO-DE-PEITO-ROXO (Amazona vinacea).

Fonte da imagem: G1.

Nome científico:
Amazona vinacea.
Tamanho: 30 cm.
Coloração: plumagem verde e vermelha, com peito azul-arroxeado.
Ocorrência: Brasil, Paraguai, Argentina.
Estado de Conservação pela IUCN: Em perigo.
Situação no Brasil (IBAMA): Vulnerável.

Este papagaio vivia anteriormente nas florestas do sudeste do Brasil, do Paraguai até o norte da Argentina. Sofreu forte declínio devido à destruição de seu habitat, e uma população isolada em Missiones, Argentina, está particularmente ameaçada.

QUETZAL (Pharomachrus mocinno)

Fonte da imagem: Mendosa.

Nome científico: Pharomachrus mocinno.
Tamanho: 20 cm.
Cor: Brilhante plumagem branca, verde, vermelha e amarela.
Ocorrência: América Central.
Estado de Conservação pela IUCN: Quase ameaçada.

Está confinada às florestas cerradas da América Central. Embora ainda seja numerosa em áreas mais remotas, ele desapareceu na maior parte da sua região de ocorrência, a qual permanece sem proteção. O quetzal é a ave nacional da Guatemala e, também, dá nome à moeda corrente do país.

SAGUI-TOPETE-DE-ALGODÃO (Saguinus oedipus)

Fonte da imagem: flickr.

Nome científico: Saguinus oedipus.
Tamanho: 30 cm.
Cor: Pelo do corpo marrom-acinzentado e branco com um tufo de pelos brancos na cabeça.
Ocorrência: Norte da Colômbia.
Estado de conservação pela IUCN: Criticamente ameaçado.

Muito difundido no Panamá e na Colômbia, foi extensamente capturado para ser usado como animal de estimação e em pesquisas biomédicas. A destruição das florestas contribui para aumentar a pressão sobre essa espécie. O comércio de animais selvagens está agora controlado, e este sagui está se reproduzindo em cativeiro.

ANTA BAIRD (Tapirus bairdii)

Fonte da imagem: flickr.

Nome científico: Tapirus bairdii.
Tamanho: 2 m.
Cor: Marrom-acinzentado.
Ocorrência: Panamá e América Central.
Estado de conservação pela IUCN: Em perigo.

A anta baird tem carne extremamente saborosa e, por isso, foi caçada até ser extinta na maior parte da sua região de ocorrência na América Central e no norte da América do Sul. Este animal tem somente um filhote após gestação de mais de um ano, e eles mamam por um ano antes de se tornar independentes.

ONÇA-PINTADA (Panthera onca)

Fonte da imagem: flickr.

Nome científico: Panthera onca.
Tamanho: 1,3 m.
Cor: Pintado em amarelo, laranja, preto, marrom e branco.
Ocorrência: América Central e do Sul.
Estado de conservação pela IUCN: Quase ameaçada.
Situação no Brasil (IBAMA): Vulnerável.

O maior dos felinos foi caçado de maneira impiedosa. Bastante comum da Califórnia à Argentina, agora está extinto na maior parte da América Central, com exceção de Belize, Costa Rica e Panamá onde florestas tropicais ainda estão preservadas. No Brasil ainda é encontrado, principalmente na região Centro-oeste. O número de animais está em rápidos declínio.

HARPIA OU ÁGUIA-REAL (Harpia harpyja)

Fonte da imagem: Curiosidade Animal.

Nome científico:
Harpia harpyja.
Tamanho: 90 cm.
Cor: Preto-acinzentando com cauda listrada e peito e pernas brancos.
Ocorrência: México até a Argentina.
Estado de conservação pela IUCN: Quase ameaçada.
Situação no Brasil (IBAMA): Vulnerável.

Embora apresente uma vasta região de ocorrência original do sul do México até a Argentina, esta ave é extremamente rara, sobrevivendo apenas em grandes áreas de floresta virgem.

UACARI-BRANCO (Cacajao calvus)

Fonte da imagem: Arkive.

Nome científico:
Cacajao calvus.
Tamanho: 55 cm.
Cor: Pelo marrom-acinzentado e branco com cabeça vermelha.
Ocorrência: Zonas de inundação ao norte da floresta Amazônica.
Estado de conservação pela IUCN: Vulnerável.
Situação no Brasil (IBAMA): Vulnerável.

O uacari-branco está restrito às várzeas, áreas da floresta amazônica que são inundadas sazonalmente. Apresenta face pelada e pelos longos. É muito semelhante ao uacari vermelho, seu parente próximo, diferindo apenas na cor do pelo. Está ameaçado pelo desenvolvimento humano em seu habitat.

ARARA-AZUL (Anodorhynchus hyacinthinus)

Fonte da imagem: flikeriver.

Nome científico: Anodorhynchus hyacinthinus.
Tamanho: 40 cm.
Cor: Azul-violeta com marcas limão na face.
Ocorrência: Brasil, Bolívia e Paraguai.
Estado de conservação pela IUCN: Vulnerável.
Situação no Brasil (IBAMA): Em perigo.

A grande e maravilhosamente colorida arara-azul é bastante popular em zoológicos e no comércio de animais de estimação. No fim da década de 1980, estimava-se em menos de 5.000 (e talvez sejam 2.500) as aves soltas na natureza.

HUEMUL CHILENO (Hippocamelus bisulcus)

Fonte da imagem: YouTube.

Nome científico: Hippocamelus bisulcus.
Tamanho: 1,5 m.
Cor: Marrom-avermelhado com chifres curtos e aveludados.
Ocorrência: Chile e Argentina.
Estado de conservação pela IUCN: Em perigo.

Embora protegido por lei, o huemul chileno ou veado sul andino ainda é caçado. No início da década de 1980, acreditava-se que esses animais somavam menos de 2.000 e estavam confinados ao sul dos Andes e possivelmente a algumas ilhas.

VEADO-CAMPEIRO (Ozotoceros bezoarticus)

Fonte da imagem: Wikipédia.

Nome científico: Ozotoceros bezoarticus.
Tamanho: 1 m.
Cor: Marrom-avermelhado claro com pintas brancas.
Ocorrência: Brasil e Argentina.
Estado de conservação pela IUCN: Quase ameaçada.
Situação no Brasil (IBAMA): Vulnerável.

O veado-campeiro vive em pequenos rebanhos locais abertos do Brasil até a Argentina central. A perda de seu habitat e caça indiscriminada causaram seu declínio. Como todos os veados nativos, ele é vulnerável a doenças e parasitas provenientes de gado doméstico.

TAMANDUÁ-BANDEIRA (Myrmecophaga tridactyla)

Fonte da imagem: Pixdaus.

Nome científico: Myrmecophaga tridactyla.
Tamanho: 60 cm.
Cor: Preto e cinza com um pouco de branco nos ombros e nos membros anteriores.
Ocorrência: América do Sul e Central.
Estado de conservação pela IUCN: Vulnerável.
Situação no Brasil (IBAMA): Vulnerável.

O tamanduá-bandeira é encontrado principalmente em matas decíduas e nos cerrados, locais em que usa suas poderosas garras para abrir ninhos de cupins a fim de se alimentar das larvas.

LOBO-GUARÁ (Chrysocyon brachyurus)

Fonte da imagem: CalPhotos.

Nome científico: Chrysocyon brachyurus.
Tamanho: 1 m.
Cor: Marrom-avermelhado semelhante à raposa com manchas faciais brancas e pernas pretas.
Ocorrência: Brasil.
Estado de conservação pela IUCN: Quase ameaçada.
Situação no Brasil (IBAMA): Vulnerável.

As pernas longas deste lobo podem dar uma ideia melhor do mato alto do Pantanal e do cerrado que são seu habitat. Embora o número de animais tenha diminuído, sua ocorrência se estendeu no oeste brasileiro.

VICUNHA (Vicugna vicugna)

Fonte da imagem: Emaze.

Nome científico: Vicugna vicugna.
Tamanho: 60 cm.
Cor: Coberta de lá espessa marrom-avermelhada com branco no peito e na barriga.
Ocorrência: Andes peruanos.
Estado de conservação pela IUCN: Pouco preocupante.

Já ameaçada devido à caça indiscriminada para utilização da sua lã excepcionalmente fina e valiosa, recentemente sua população aumentou e ela foi novamente introduzida em áreas das quais havia sido extinta.

CHINCHILA-DE-CAUDA-LONGA (Chinchilla lanigera)

Fonte da imagem: flickr.

Nome científico: Chinchilla lanigera.
Tamanho: 25 cm.
Cor: Espessa camada de pelos cinza-azulados.
Ocorrência: Andes chilenos.
Estado de conservação pela IUCN: Em perigo.

Esta chinchila dos Andes do norte chileno chegou à beira da extinção devido à caça para o comércio de peles. Desde a década de 1920, a indústria de pele depende de chinchilas criadas em cativeiro, e pouco se sabe sobre o estado atual desses animais na natureza.

FLAMINGO ANDINO (Phoenicoparrus andinus)

Fonte da imagem: flickr.

Nome científico: Phoenicoparrus andinus.
Tamanho: 1,25 m.
Cor: Rosa e azul com penas pretas na cauda.
Ocorrência: Altiplano dos Andes.
Estado de conservação pela IUCN: Vulnerável.

Este flamingo está confinado aos altiplanos do sul do Peru, norte do Chile, oeste da Bolívia e noroeste da Argentina, locais em que põe os ovos somente em um ou dois lagos salgados de altitude elevada. Com população inferior a 50.000 este pode ser o flamingo mais raro do mundo.

CROCODILO ORINOCO (Crocodylus intermedius)

Fonte da imagem: Birdspiders.

Nome científico: Crocodylus intermedius.
Tamanho: 6 m.
Cor: Marrom-escuro a verde-oliva com marcas pretas.
Ocorrência: Venezuela e Colômbia.
Estado de conservação pela IUCN: Criticamente ameaçado.

O crocodilo orinoco, uma espécie ameaçada de água doce, está restrito à Venezuela e ao leste da Colômbia. Foi excessivamente caçado, por sua pele, a partir da década de 1920, e desde 1950 tornou-se muito raro para ser usado regulamente no comércio de couro e caça.


PARA FICAR LIGADO NAS ESPÉCIES AMEAÇADA DE EXTINÇÃO, EM BREVE TEREMOS UMA POSTAGEM QUE ENGLOBA ESPÉCIES DA ZONA 4: REGIÃO ETÍOPE.


Extinção: O Mundo em Perigo [ZONA 2]

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2017/01/extincao-o-mundo-em-perigo-zona-2.html

Extinção: O Mundo em Perigo [ZONA 1]

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2013/12/extincao-o-mundo-em-perigo.html

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