quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Extinção: O Mundo em Perigo [ZONA 1]

Extinção, uma palavra que para nós humanos é uma coisa temida desde a alvorada das descobertas da ciência


Ela é um processo natural, e a maioria dos animais e plantas que evolui durante milhões de anos desde o início da vida está agora extinta. No entanto, ao longo dos últimos 400 anos, a taxa de extinção esta sendo acelerada em velocidade desastrosa.

A cada dia, a cada hora e a cada minuto espécies no mundo inteiro são extintas. Mais de 5. 000 espécies animais estão atualmente ameaçadas, e os cientistas predizem que, se a atual tendência no meio ambiente continuar, uma em cada quatro espécies vegetais poderá estar extinta em torno do ano 2050. E este problema não se restringe somente às florestas tropicais, também em outras localidades, como na Europa, 380 espécies de borboletas estão ameaçadas, 15 estão praticamente extintas.

DESTRUIÇÃO DO HABITAT NATURAL

A causa principal da extinção de muitos animais e plantas é a perda do seu ambiente natural.

Fonte da imagem: Diário de bordo
Um outro fator que pode também ser uma causa para a extinção de animais e plantas é a desigualdade econômica entre os países. Esse fato contribuiu, por exemplo, para o trágico desaparecimento das florestas nas regiões tropicais do mundo, causado pela exploração de madeiras de lei, como o mogno. Muitos grupos de preservação ambiental nas nações ricas, proibiram a importação de madeira tropical, mas para muitos países pobres a floresta tropical figura entre os poucos recursos que geram a entrada de capital estrangeiro necessário para a importação de produtos essenciais.

Outro problema é a ligação entre o crescimento da população humana e a destruição da vida selvagem. A população humana hoje está crescendo  na média de 200.000 pessoas por dia. Acompanhando esse rápido crescimento, surgem sistemas de drenagem, de irrigação e barragens hidrelétricas. Embora tenham sido projetadas para sustentar a vida humana, esses métodos são altamente nocivos ao meio ambiente.
  
OUTRAS CAUSAS DA EXTINÇÃO

Fonte da imagem: Tumblr
A caça sempre causaram a extinção das espécies. Leões foram totalmente dizimados da Grécia na Idade do Bronze, e os ursos e castores desapareceram da Grã-Bretanha em torno do século XII. A caça por marfim, peles e outros produtos raramente foi bem controlada e até hoje causa extinção de espécies.

Nosso alimento está contaminado por pesticidas e produtos químicos jogados pelas indústrias nos rios e no solo. Os vazamentos de óleo no mar causam mortalidade de pássaros e mamíferos. A poluição do ar é ainda mais grave, pois os gases expelidos pelas indústrias sobem para a atmosfera e retêm o calor do sol, criando o efeito estufa. O fato de que esses gases resultarão no aquecimento do globo é uma preocupação mundial, mas é desacreditada de alguns cientistas.

CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO

Sem dúvida conservar e preservar é o um meio que tem que ser viável para todas as espécies de animais e plantas. Já que nós humanos fomos uns dos principais declínios de muitas espécies durante milhões de anos é nosso dever ajudar a tentar preservar e conservar os que ainda vivem hoje.

A biodiversidade é um fator fundamental para a vida no planeta, tanto em vista do ponto Biológico quanto do ponto vista Natural, Genético, Físico e Químico, para a vida sustentável no planeta Terra.

Agora abaixo algumas espécies que correm o risco de extinção que talvez vocês não sabiam. Região biogeográfica - [ZONA 1]

ZONA 1: REGIÃO PALEÁRTICA

Fonte da imagem: Wikimedia
A região Paleártica (norte do Velho Mundo) estende-se desde a Islândia, no oeste passando pela Europa e Ásia até Kamchatka e o mar de Bering no leste, e ao sul até o Himalaia. Muitos ambientes que existem hoje são fragmentados da vegetação original, especialmente as vastas florestas que cobriam o hemisfério norte.

BISÃO EUROPEU (Bison bonasus)
Fonte da imagem: Ciência Estadão
O bisão europeu, que já esteve extinto na natureza, está-se multiplicando após ter sido reproduzido a partir de animais em cativeiro e solto em várias reservas florestais do leste europeu. O rebanho principal está na floresta de Bialowieza, na Polônia.

Ocorrência: Leste europeu

Grau de ameaça: Vulnerável (IUCN)

Tamanho: 1,80 a 1,90 de altura

Peço: 610 Kg (adulto)

Cor: Castanho a marrom-escuro e preto.

URSO MARROM EUROPEU (Ursus arctos)
Fonte da imagem: Mum.ca
O urso marrom europeu já povoou toda a Europa, sobrevivendo na Escócia qté a Idade Média. Restaram somente populações isoladas na Europa ocidental, mas existem populações mais saudáveis na Sérvia, Bósnia e Croácia, e em outras partes do leste da Europa.

Ocorrência: Sérvia, Bósnia, Croácia.

Grau de ameaça: Pouco preoculpante (IUCN)

Tamanho: 70 - 150 cm (adulto até o ombro)

Peso: 80 - 600 Kg (adulto)

Cor: Marrom-avermelhado com reflexos dourados.

LOBO CINZA OU DA FLORESTA (Canis lupus) 
Fonte da imagem: Evolua Homo sapiens
O lobo cinza ou da floresta após séculos de perseguição sobrevive somente em alguns locais da Itália, da Península Ibérica e no interior e leste europeu. O preconceito ainda existente ameaça as populações restantes.

Ocorrência: Itália, Península Ibérica e leste europeu.

Grau de ameaça: Pouco preoculpante (IUCN)

Tamanho: 80 - 85 cm (adulto até o ombro)

Peso: Macho: 30 - 80 kg (adulto), Fêmea 23 - 55 kg (adulto)

Cor: Cinza-prateado com manchas brancas e escuras.

TERAZ GRANDE DAS SERRAS (Tetrao urogallus)
Fonte da imagem: Wild About
O som destas espécies já foi muito comum. No entanto, este grande pássaro de caça foi totalmente exterminada na Escócia até recentemente, quando foi reintroduzida com sucesso na Escandinávia.

Ocorrência: Europa ocidental e Escandinávia.

Grau de ameaça: Pouco preoculpante (IUCN)

Tamanho: 86 cm

Cor: Inteiramente escuro e marrom, peito com reflexos verdes e manchas vermelhas ao redor dos olhos.


PANDA GIGANTE (Ailuropoda melanoleuca)
Fonte da imagem: Diário de bordo
Tornou-se símbolo das espécies ameaçadas, sendo usado como logotipo do Fundo Mundial para a Vida Silvestre (WWF). Suas exigências são bastante especiais e, a não ser que sejam preservadas as extensas áreas de florestas de bambu nas quais vive, o panda estará condenado à extinção.

Ocorrência: Sul e centro da China

Grau de ameaça: Vulnerável (IUCN)

Tamanho: 60 - 90 cm (adulto até ao ombro)

Peço: 70 - 120 kg (adulto)

Cor: Corpo, olhos e orelhas pretos, cabeça e ombros brancos e corpo manchado também de branco.

CAMELO (Camelus ferus)
Fonte da imagem: Pinterest
Seus ancestrais selvagens percorriam os desertos da Ásia central. Confinados a uma pequena área do deserto de Gobi, hoje são protegidos e podem ter sua população aumentada.

Ocorrência: China central

Grau de ameaça: Criticamente em perigo (IUCN)

Tamanho: 2 m

Peço: 480 kg (adulto)

Cor: Marrom com reflexos escuros e prateados.

LEOPARDO-DAS-NEVES (Panthera uncia)
Fonte da imagem: Britannica
O leopardo-das-neves é visto apenas em grandes altitudes nas montanhas do Himalaia e seus arredores. Embora seja provavelmente o felino mais raro, sua pele ainda é regularmente encontra à venda.

Ocorrência: Mongólia ocidental e montanhas do Himalaia.

Grau de ameaça: Em perigo (IUCN)

Tamanho: 1,8 m

Peço: 32 kg (adulto)

Cor: Branco com pintas escuras e pretas.

GROU JAPONÊS (Grus japonensis)
Fonte da imagem: Oriental birds images
O grou desapareceu de parte considerável de sua região de origem. Sua dança elegante inspirou muitos artistas japoneses.

Ocorrência: Japão

Grau de ameaça: Em perigo (IUCN)

Tamanho: 1 m

Cor: Corpo e asas brancas com pescoço e ponta das asas pretas. Capuz vermelho na cabeça.

CABRA-MONTESA (Carpa pyrenaica)
Fonte da imagem: 500 px
Quase exterminada após ter sido extensivamente caçada no século XIX, necessita de vigilância contínua. Seus chifres, sua vesícula biliar e outras partes eram usadas, na Europa, no preparo de remédios e de afrodisíacos.

Ocorrência: Suíça e norte da Itália.

Grau de ameaça: Pouco preoculpante (IUCN)

Tamanho: 1 m

Cor: Marrom com marcas brancas.

MULFÃO (Ovis ammon musimon)
Fonte da imagem: Deviant Art
Esta espécie representa, possivelmente, a forma selvagem dos carneiros domesticados. Já esteve ameaçada, mas foi introduzida em várias partes da Europa, chegando até a Alemanha.

Ocorrência: Polônia e parte da Europa

Grau de ameaça: Quase ameaçada (IUCN)

Tamanho: 75 cm

Peço: 40 a 50 kg (adulto)

Cor: Marrom com manchas na face e pernas brancas. Chifres fortes.

ABUTRE NEGRO EUROPEU (Aegypius monachus)
Fonte da imagem: Tumblr
No início desde século este abutre era muito diundido e numeroso na maior parte do sul da Europa, mas agora se reduz a populações isoladas. Sua sobrevivência futura dependerá provavelmente da provisão de "mesas de pássaros", nas quais carcaças são colocadas para eles.

Ocorrência: Espanha até a China.

Grau de ameaça: Quase ameaçada (IUCN)

Tamanho: 98 - 120 cm de comprimento. Envergadura da asa 268 - 310 cm

Peço: 13,5 kg (os maiores indivíduos).

Cor: Plumagem negra com cabeça sarapintada.

GRANDE MORCEGO FERRADURA (Rhinolophus ferrumequinum)
Fonte da imagem: Contenidos
Muitas espécies de morcegos precisam empoleirar-se apinhados em grandes bandos a fim de conservar o calor. Quando a população diminui, eles podem ter de despender energia para manter a temperatura do bando.

Ocorrência: Europa.

Grau de ameaça: Pouco preoculpante (IUCN)

Tamanho: 20 cm

Cor: Marrom-acinzentado com algumas marcas brancas na face.

PAPAGAIO-DO-MAR (Fratercula arctica)
Fonte da imagem: Pt-Mundo Animal
Além dos derramamentos de petróleo e de ficarem presos nas redes de pesca, o papagaio-do-mar está agora ameaçado pela competição pelas fontes de peixe, em declínio. Até peixes pequenos como as enguias marinhas, parte importante na dieta dessa ave, estão sendo pescadas comercialmente.

Ocorrência: Orla marítima do noroeste da Europa.

Grau de ameaça: Vulnerável (IUCN)

Tamanho: 30 cm

Cor: corpo preto, face e peito brancos com bico vermelho, laranja e amarelo.

FOCA MONGE (Monachus monachus)
Fonte da imagem: Greek Islands
Esta foca monge é mostrada nadando ao largo da costa da Mauritânia. Já foi muito difundida no Mediterrâneo, mas agora está entre os mamíferos mais ameaçados do mundo, reproduzindo somente nas cavernas submersas do mar em praias remotas.

Ocorrência: Mar Mediterrâneo e costa ocidental da África.

Grau de ameaça: Em perigo (IUCN)

Tamanho: 4 m (machos) 2,30 (fêmeas)

Peço: 400 kg

Cor: cinza-prateado.

GAIVOTA AUDOUIN (Larus audouinii)
Fonte da imagem: Ornithos
É uma das gaivotas mais raras do mundo. Reproduz-se somente em umas poucas ilhas do Mediterrâneo nas quais a concorrência da gaivota Herring, muito mias adaptável, é a causa principal de seu declínio.

Ocorrência: Ilhas Chafarinas, ao largo do Marrocos.

Grau de ameaça: Pouco preoculpante (IUCN)

Tamanho: 30 cm

Cor: Toda branca com ponta das asas pretas.

TARTARUGA-MARINHA (Caretta caretta)
Fonte da imagem: Pinterest
Muitas ilhas, nas quais esta tartaruga faz seus ninhos, tornaram-se reduto de turistas, e a tartaruga que retorna para fazer os ninhos tem pouca chance de sucesso. Na ilha grega de Zakynthos, onde vive a maior população reprodutiva européia dessa tartaruga, o choque de interesses entre o turismo e os grupos conservacionistas acabou em violência.

Ocorrência: Mediterrâneo

Grau de ameaça: Vulnerável (IUCN)

Tamanho: média de 90 cm de comprimento

Peço: médio de 135 kg

Expectativa de vida: 47 a 67 anos

Cor: Pele rosa-amarelada com casco marrom e machas na cabeça.

Vimos que muitas espécies estão em alto risco de desaparecerem totalmente da Terra, mesmo a Extinção sendo um processo natural, nós humanos aceleramos esse processo. Por isso é nosso dever conservar e preservar, pois a Biodiversidade é um fator fundamental para a manutenção da Vida na Terra.


PARA FICAR LIGADO NAS ESPÉCIES AMEAÇADA DE EXTINÇÃO, SIGA PARA A PRÓXIMA POSTAGEM QUE ENGLOBA ESPÉCIES DA ZONA 2: REGIÃO NEO-ÁRTICA. CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO:

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Fonte: Espécies Ameaçadas Guia Prático. Editora Nobel
The IUCN Red List of Threatened Species

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