sábado, 8 de agosto de 2015

Híbrido, Mamufante (mamute + elefante)

Novas pesquisas instigam cientistas a criarem híbrido de mamute e elefante.

(Ilustração/Reprodução: Science Picture Co/Getty Images)


Uma nova análise dos genomas do mamute-lanoso (Mammuthus primigenius), publicada em forma de artigo na revista cientifica Science Reports, revelou várias adaptações que permitiram que estes grandes animais peludos prosperassem nas temperaturas abaixo de zero da última idade do gelo. Mas, mais que isso, as descobertas recentes podem permitir aos cientistas que ressuscitem um dos ícones da era glacial ou, pelo menos, criem um elefante asiático ‘hibridizado’ com algumas das características físicas de seu primo distante.

" Não vai demorar muito tempo até estarmos tecnicamente capazes de fazê-lo, mas se devemos é uma questão diferente”, disse o biólogo evolucionista da Universidade de Chicago, Vincent Lynch, autor de um estudo sobre o mamute, em entrevista ao portal norte-americano Live Science.

Mamute-lanoso (Mammuthus primigenius)
O DNA destes mamíferos foi extraído do pelo de dois exemplares encontrados na Sibéria há alguns anos atrás. Um dos mamutes viveu a cerca de 20.000 anos atrás e o outro viveu há, aproximadamente, 60 mil anos.

A equipe envolvida no estudo foi capaz de comparar os genomas dos animais extintos com os dos seus primos modernos, os elefantes asiáticos (Elephas maximus), já que eles compartilham um ancestral comum. Os cientistas também descobriram diversos genes exclusivos dos mamutes que lhes atribuíam características físicas que possibilitavam o animal viver nas baixíssimas temperaturas da idade do gelo, como por exemplo, sua pele lanuda que armazenava o calor, e o tamanho pequeno de sua calda e orelhas, que evitavam a dissipação de energia.  Além destas características mais visíveis, os mamutes se diferenciavam dos elefantes na forma de armazenamento de gordura e na produção de insulina.

Segundo informações do Live Science, as novas descobertas trazem o mundo para mais perto de ter o primeiro mamute clonado, ou algo bem próximo a isso. Inicialmente, os pesquisadores tentarão criar um híbrido de elefante asiático e mamute-lanoso resistente ao frio, contou George Church, geneticista da Universidade de Harvard envolvido em outra pesquisa sobre clonagem de mamutes, ao LS. A pesquisa de Church, porém, ainda não foi publicada em nenhuma revista cientifica e trabalha usando uma ferramenta genética de “cortar-e-colar” chamada CRISPR, a fim de tentar emendar um punhado de genes de mamute em células do elefante asiático.

Elefantes asiáticos (Elephas maximus)
“O sequenciamento do genoma não é a parte mais difícil do processo; montagem de um genoma inteiro do zero que, na verdade, funciona como material genético natural é mais difícil”, disse Church.

Fonte: Top Biologia

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