domingo, 13 de setembro de 2015

A visão das Águias

Sabemos que as aves tem uma visão surpreendente, que no qual é o seu principal sentido para a caça de presas.


As aves de rapina dependem da visão apurada para encontrar presas, reconhecer outros indivíduos e detectar a aproximação de competidores. A visão dessas aves é incrível, cerca de 2 a 8 vezes mais aguçada que a visão humana. Algumas águias e gaviões localizam suas presas a grandes distâncias. A águia-real (Aquila chrysaetos), por exemplo, consegue ver uma lebre a mais de 3 km de distância. Outra característica da visão dos rapinantes é os olhos voltados para frente, resultando em uma visão binocular, o que dá uma noção de distância e profundidade, ideal para calcular manobras aéreas e ataques contra suas presas.


Os olhos dos rapinantes são extremamente grandes, representando cerca de 15% do peso da cabeça. Por isso, as aves de rapina tem a movimentação dos olhos bastante limitada dentro da caixa craniana, elas não conseguem mover os olhos para esquerda ou para a direita, para cima ou para baixo, como nos humanos. Para olhar para os lados, precisam virar a cabeça. Já as corujas (Strigiformes) compensam essa limitação através da grande flexibilidade de seu pescoço (nº maior de vértebras cervicais em relação aos outros vertebrados), sendo capazes de girar a cabeça a 270°.

Visão binocular
As espécies diurnas enxergam colorido, alguns falcões como o francelho (Falco naumanni), são capazes de ver a luz ultravioleta. Com esta adaptação são capazes de detectar a partir de um rastro de urina, a posição de suas presas no solo. Já as corujas, por serem em sua maioria noturnas, possuem olhos muito sensíveis a luz (sensibilidade de 10 a 100 vezes mais que a dos humanos), resultando em uma ótima visão noturna. Por possuírem mais células da retina sensíveis a luz e não a cores, a maioria das corujas enxergam em cores limitadas ou possuem visão monocromática.

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