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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Os primeiros anfíbios peçonhentos

Animais peçonhentos têm toxinas associadas com mecanismos de inoculação, que podem introduzir as toxinas em outro animal, como as serpentes por exemplo.

Rã de Greening (Corythomantis greeningi). Crédito da imagem: Carlos Jared / Instituto Butantan.

Já os sapos e rãs, são animais considerados venenosos, pois possuem glândulas produtoras de veneno.


VAMOS DESCOBRIR...

Uma equipe de cientistas fez uma descoberta surpreendente cerca de duas espécies previamente conhecidas de rãs de árvore do Brasil, que são extremamente venenosas, mas também tem uma arma capaz de inocular este veneno potente.

Sapo-com-cabeça-de-casque (Aparasphenodon brunoi). Crédito da imagem: Carlos Jared / Instituto Butantan.

Embora a maioria das espécies de anfíbios produzem ou expelem secreções nocivas ou tóxicas das suas glândulas da pele, chamadas glândulas parotoide, para usar como mecanismos de anti-predação, que são consideradas venenosas em vez de peçonhentas, porque os mecanismos de inoculação estão ausentes.

Os sapos em questão, por exemplo o sapo de Greening (Corythomantis greeningi) e o sapo-com-cabeça-de-casque (Aparasphenodon brunoi), produzem toxinas potentes e também tem um mecanismo para inoculação dessas secreções nocivas para outro animal usando espinhas ósseas em suas cabeças.


Espinhos principais de Aparasphenodon brunoi e Corythomantis greeningi (A e B) Rãs adultas A. brunoi (A) e C. greeningi (B). (C e D) Crânios co-ossificados de A. brunoi (C) e C. greeningi (D); As pontas de flecha apontam para a região occipital. (E e F) Maior ampliação da margem rostral do crânio de A. brunoi (E) e C. greeningi (F). Fonte da imagem: ResearchGate.

"A descoberta de uma rã venenosa verdadeiramente é nada que qualquer de nós esperava, e encontrar sapos com secreções da pele mais venenosas do que os das jararacas mortais do gênero Bothrops foi surpreendente," disse o Dr. Edmund Brodie, Jr. de Utah State University, uma equipe membro e um co-autor do estudo publicado na revista Current Biology.

Mesmo pequenas, não deixa de ser um aparato para inoculação do veneno.

A rã de Greening e o sapo-com-cabeça-de-casque, ambos foram conhecidos por muitas décadas, se não séculos. Mas os cientistas sabem pouco sobre a sua biologia.

Os cálculos da equipe indicam que um único grama da secreção tóxica do Aparasphenodon brunoi seria suficiente para matar mais de 300.000 ratos ou cerca de 80 seres humanos.

"É improvável que uma desta espécie produz muito desta toxina, e apenas quantidades muito pequenas seria transferido para as espinhas numa ferida. Independentemente disso, nós não estão dispostos a testar isso, permitindo que um sapo nos espetem com seus espinhos ", disse o principal autor Dr. Carlos Jared do Instituto Butantan, em São Paulo, Brasil.

"A nova descoberta é importante para a compreensão da biologia dos anfíbios e suas interações com predadores na natureza", disseram os cientistas.

Fonte: Sri-News.com.

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Mudanças climáticas: Extinção dos anfíbios da Mata Atlântica

https://bio-orbis.blogspot.com.br/2014/03/mudancas-climaticas-extincao-dos.html

Os anfíbios podem estar perto do fim...

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2014/01/perto-do-fim.html

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2014/01/cores-e-veneno-para-protecao.html

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2 comentários:

  1. Dificilmente se consegue ler o texto, devidos aos simbolos sobrepostod do lado esquerdo deste. Não entendi a razão, nem descobri forma de surgir i o texto livre.

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    Respostas
    1. Olá Joaquim,

      Que símbolos? Em nosso navegador não aparece. O texto aqui esta normal. Se puder mande um print da tela de seu computador e mande para nosso e-mail para corrigirmos: meiovidavida@gmail.com

      Agradecemos pelo comentário,

      Equipe BioOrbis.

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