segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Conheçam Austroposeidon: O Titanossauro Brasileiro

O maior Dinossauro brasileiro já descoberto!

Fonte da imagem – India Live Today
Classificação Cientifica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Superordem: Dinosauria
Ordem: Saurischia
Subordem: Sauropodomorpha
Família: Titanosauridae
Gênero: Austroposeidon
Espécie: Austroposeidon magnificus Bandeira et al. 2016

O Austroposeidon (Austroposeidon magnificus) foi um gigantesco dinossauro herbívoro. Seu nome  “Austro” significa “do sul” em referência a América do Sul e “Poseidon” relacionado ao Deus grego dos mares responsáveis por criar terremotos e “magnificus” com origem do Latim que significa “magnífico” devido ao seu elevado e impressionante tamanho. Ele viveu aproximadamente 70 milhões de anos atrás, durante o final do período Cretáceo na região do sudeste do Brasil.

Os fósseis foram encontrados em Presidente Prudente, em São Paulo, ainda na década de 1950, pelo paleontólogo Llewellyn Ivor Price (1905-1980) e depois reencaminhados para o museu onde foram estudados.

Fonte da imagem – Folha de São Paulo
Entretanto, as pesquisas somente foram finalizadas em 2016 por uma equipe de paleontólogos (Felipe Medeiros Simbras, Elaine Batista Machado, Diógenes de Almeida Campos, Gustavo R. Oliveira e Alexandre W. A. Kellner) e pela paleontóloga Kamila L. N. Bandeira, aluna de doutorado do Museu Nacional da UFRJ, com apoio da Petrobras e da Universidade Federal de Pernambuco. O estudo foi financiado pela FAPERJ e pelo CNPq. A demora em estudar o espécime ocorreu principalmente pela falta de dinheiro e apoio à pesquisa. Esse tempo todo os fósseis haviam permanecidos armazenados no Museu de Ciências da Terra (MCT) na Urca, Zona Sul do Rio. Eles haviam sido previamente limpos e preparados, permanecendo com temperatura ambiente controlada durante esse tempo todo visando sua preservação.

Era um dinossauro enorme da família dos Titanossauros, herbívoros de corpo bem desenvolvido, pescoço e cauda longos e um crânio comparativamente pequeno. O maior já descoberto no Brasil, chegando a medir 25 metros de comprimento, 6 metros de altura e cerca de 30 toneladas de massa corpórea. Os Titanossauros tiveram sucesso durante o período Cretáceo, sobretudo no supercontinente do Gondwana, que no passado reunia América do Sul, África, Índia, Antártica e Austrália.

No Brasil, já foram descobertas nove espécies de titanossauros. Até agora, o maior destes era o Maxakalisaurus topai, com mais de 13 metros de comprimento. As suas características são muito semelhantes às espécies argentinas também gigantes, como Mendozasaurus e Futalognkosaurus.

Fonte da imagem – DNA News & Analysis
Parte do material da nova espécie foi analisada com auxílio de um tomógrafo, visando acessar a parte interna dos ossos. Esse estudo revelou a presença de características completamente novas para os titanossauros, tais como anéis de crescimento intercalados com um tecido ósseo mais denso, cujo significado ainda não é bem compreendido.

A descoberta de Austroposeidon não apenas contribui com novas informações anatômicas e evolutivas para os dinossauros, mas também mostra que espécies gigantes também habitavam a região onde hoje é o Brasil, há milhões de anos.

SIMBRAS, Felipe Medeiros; MACHADO, Elaine Batista; CAMPOS, Diógenes de Almeida; OLIVEIRA, Gustavo R.; KELLNER, Alexandre W. A. A New Giant Titanosauria (Dinosauria: Sauropoda) from the Late Cretaceous Bauru Group, Brazil. PLoS ONCE 11 (10): e0163373. doi:10.1371/journal.pone.0163373


Veja também mais sobre Dinossauros Gigantes (clique nos links ou nas imagens):


Encontrado o mais Completo Fóssil de Dinossauro Gigante


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O Brontossauro está de volta!


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Vocês conhecem o Diplodoco?



 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/10/voces-conhecem-o-diplodoco.html


Saurópode de Cauda Longa


 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/01/sauropode-de-cauda-longa.html


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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Torneios da Paz

Inspirando o sonho de um mundo melhor através do esporte.


Começou há muito tempo atrás na Grécia antiga

Vários Deuses se reuniam no Olimpo para apreciar a honraria

Lá em baixo Humanos se aglomeravam

Em uma grande festa que os referenciavam

Todos unidos como irmãos

Em uma grande e ostentosa confraternização

Referenciavam os Deuses com alegria

Objetivando a paz e harmonia

Os tempos passaram

Os deuses não foram mais reverenciados

Os propósitos, afinal, mudaram

Mas assim mesmo os torneios continuaram

Entendimento mútuo, igualdade, amizade e jogo limpo

Esses são os principais valores dos jogos esportivos

Aquela pessoa que não conseguia na sociedade se encaixar

Hoje está no pódio recebendo o primeiro lugar

Cair e levantar

Ajudar e comemorar

Paz e entendimento mútuo

Construindo pontes

Tornando próximas as nações mais distantes

Nossos heróis passados e presentes se levantam no momento

Do início dos jogos ao seu encerramento

Jessie Owen se levanta

Ora saltando ora correndo

Tudo para prestigiar os grandes talentos

Vanderlei Cordeiro de Lima prestigia com orgulho

Corredores completando o percurso

Gabriel Neris inspirou a todos

Ao carregar sua prótese e continuar o decurso

Três exemplos de milhares

Cair, levantar e nunca desistir

Entendimento mútuo, igualdade, amizade e jogo limpo

Esses são os princípios que nos enchem de vida

Tudo isso representado nos jogos esportivos.

Sempre acreditar em um Mundo melhor...

Estabelecer união através do diálogo, compreensão, compaixão, amor e da amizade, além de muitas outras características belas que proporcionam uma vida melhor para si mesmo e para o Mundo. Independente de cultura, religião, etnia, país e continente, de onde as pessoas vierem que venham em paz. Afinal, todos somos seres humanos (Homo sapiens sapiens), uma só espécie, uma única raça e juntos podemos transformar o Mundo em um lugar melhor para se viver.

Copyright Annanda & Cleverson

Nos, somos um grupo de membros do Google+ Create em Português, um programa da Google para o reconhecimento de seus membros e usuários criativos do Google+.

Hoje celebramos a Paz, a Liberdade, o Respeito e União entre as Nações através do esporte. Desejamos que a expressão da nossa criatividade sirva como fonte de inspiração para um mundo mais pacífico.


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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Os Super Carnívoros do Pleistoceno

Vejam como os incríveis tigres-dentes-de-sabre, leões-das-cavernas e entre outros preservaram o equilíbrio dos ecossistemas a milhões de anos atrás.

Um pequeno bando de tigres-dentes-de-sabre (Smilodon sp.) lutam com mamutes colombianos adultos e em primeiro plano um mamute jovem que já foi abatido. Crédito da imagem: Mauricio Anton.
Durante várias décadas, os cientistas tentam descobrir como as vegetações dos ecossistemas do Pleistoceno (2,5 milhão a 11.700 anos atrás) sobreviveram apesar da presença de grandes herbívoros, tais como mamutes, mastodontes e preguiças gigantes. Agora, uma equipe de pesquisadores, liderados por um cientista da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), argumentaram que os ecossistemas foram efetivamente “salvos” por grandes predadores (hiper-carnívoros) que ajudaram a manter a grandes populações desses incríveis herbívoros gigantes.

Usando várias diferentes técnicas e fontes de dados, Prof. Blaire Van Valkenburgh do Departamento de Ecologia e Biologia Evolucionária e seus colegas dos Estados Unidos, África do Sul e Reino Unido da UCLA, descobriram que a função hiper-carnívoros (tais como leões, tigres-dentes-de-sabre, hienas, etc.) eram muito capazes de matar mamutes, mastodontes jovens e outras grandes espécies de herbívoros


Suas descobertas foram publicadas em um artigo online pela revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências em 26 de Outubro de 2015.

"Com base em observações de herbívoros gigantes vivos hoje, como elefantes, rinocerontes, girafas e hipopótamos, os cientistas geralmente pensavam que estas espécies foram em grande parte imunes a predação, principalmente por causa de seu grande tamanho, como adultos e proteção forte de jovens, o cuidado parental," disse o Prof. Van Valkenburgh.

"Dados sobre os leões modernos mostram que conseguem predar elefantes, isso indica que maiores são a chance de sucesso de carnívoros do Pleistoceno, provavelmente terem formado grupos maiores para predação do que são normalmente observados até hoje, o que torna mais fácil para eles atacarem e matarem jovens e adultos enormes de herbívoros."

Baseado em uma série de modelos matemáticos para os tamanhos de predadores e presas na idade final do Pleistoceno, os cientistas concluem que a maior hiena da caverna poderia ter sido capaz de derrubar um mastodonte juvenil de 5 anos de idade pesando mais de uma tonelada.

"Se a caça fosse em grupos, essas hienas poderiam derrubar um mastodonte de 9 anos de idade, pesando duas toneladas facilmente," segundo Prof. Van Valkenburgh e co-autores.

As análises estimaram que seus tamanhos variavam para os predadores do Pleistoceno, com base no registro fóssil, incluindo os dentes. Fórmulas bem estabelecidas permitem aos cientistas fazerem uma estimativa razoável do tamanho de um animal com base em apenas dentes molares.

"E no registro fóssil, a única coisa que nós temos de sobra são dentes", disse o Prof. Van Valkenburgh.


Uma paisagem do Pleistoceno durante uma era interglacial com leões das cavernas (Panthera spelaea), elefantes-de-presas-retas (Palaeoloxodon antiquus), rinocerontes-de-nariz-estreito (Stephanorhinus hemitoechus), bisões-das-estepes (Bison priscus), auroques (Bison primigenius) e hipopótamos (Hippopotamus amphibius). Crédito da imagem: Roman Uchytel, por meio do Instituto de Ecologia da Holanda.
A equipe desenvolveu fórmulas para a relação da altura do ombro à massa corporal a partir de dados publicados para elefantes modernos, para estimar o quão grande alguns das evidências fóssil dos herbívoros encontrados teriam sido.

"É difícil estimar um peço e tamanho de um elefante; você precisa de uma escala gigantesca, do tamanho de caminhões. E balanças de caminhão não são a coisa mais fácil de se arrastar em torno das savanas Africanas, por isso os pesquisadores de campo monitoraram as alturas do ombro e traçaram o tamanho de um elefante em crescimento", disse o co-autor Dr. V. Louise Roth, da Universidade de Duke.

"A dificuldade é que, mesmo com as melhores medições, de modernos elefantes adultos com a mesma altura do ombro pode variar em até duas vezes na massa corporal."

No entanto, a equipe desenvolveu uma média no qual alguns desses herbívoros pesaria. A partir disso, eles calcularam se os hiper-carnívoros podiam ter sido capazes de capturá-los.

Porque não há nenhuma maneira de inferir a partir da evidências fósseis escassas se os carnívoros caçavam em bandos, os cientistas confiaram nas estimativas dos tamanhos das presas e modelado a capacidade de predadores individuais e predadores em grupos para ver o sucesso de captura e predação. Eles concluem que mastodontes jovens e mamutes teriam de fato sido suscetíveis, especialmente se os carnívoros foram socialmente organizados em bandos e pequenos grupos de caça.

A caça em bandos (como leões modernos, hienas e lobos) teriam feito as espécies de jovens herbívoros ainda mais suscetíveis a predação.

"Maiores tamanhos dos bandos, que podem ter sido mais comum no Pleistoceno, aumentaram ainda mais o sucesso da caça predatória", disse o Prof. Van Valkenburgh.

Muitos cientistas pensavam que as populações de mamutes, mastodontes e preguiças gigantes foram limitadas através da evolução por mudanças no calendário reprodutivo em resposta à escassez de recursos, como alimentos e água.

Tigres-dentes-de-sabre (Smilodon sp.) que trabalhavam em conjunto, podem ter sido capazes de derrubar jovens dos maiores herbívoros do Pleistoceno, como estes hipopótamos. Crédito da imagem: Mauricio Anton.
Grandes predadores de hoje se beneficiam de seus ecossistemas, em parte oferecendo as carcaças que se alimentam para uma variedade de espécies menores.

"O mesmo aconteceu durante o Pleistoceno, quando mantinham as populações de mega-herbívoros em cheque significava que havia mais vegetações para os mamíferos e aves menores, abrindo espaço para a sua evolução", disseram os cientistas.


"Os predadores podem até ter tido efeitos indiretos sobre os ecossistemas fluviais, porque as margens dos rios não estavam sendo devastadas por mega-herbívoros e menos propensos a se desgastar."

Fonte: SCI News
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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Refrigerante caseiro

Está cansado de tomar o mesmo refrigerante? Você pode diversificar e preparar a bebida em casa, usando ingredientes naturais, combinando frutas e especiarias.

Imagem -  todaperfeita
O refrigerante caseiro virou mania na Europa. Mais saudável, ele leva frutas fresquinhas em seu preparo e dispensa o uso de diversos ingredientes industrializados, como conservantes e aditivos químicos.

Esta receita é a base com suco de laranja, mas você pode usar a imaginação e fazer inúmeras combinações de frutas e especiarias. Outra dica é dispensar o açúcar e adoçar o refrigerante com agave, adoçante natural extraído de uma planta mexicana.

Imagem - panelaterapia
Ingredientes

• Suco de duas laranjas;
• 1 garrafa de água com gás de 600 ml;
• Meio copo de açúcar;
Gelo.

Passo a passo

• Separe raspas da laranja e coloque-as na panela para fazer um xarope com a fruta;

• Em seguida, despeje o suco de duas laranjas na mesma panela e acrescente meio copo de açúcar (a quantidade de açúcar pode variar conforme seu paladar);

• Deixe ferver em fogo baixo até que o líquido diminua e fique com a metade do volume inicial;

• Espere esfriar e coloque na geladeira;

• Depois de pronto, basta misturar o xarope da fruta com a água com gás.

Apesar de ser melhor para a saúde do que os refrigerantes comprados prontos, vale lembrar que o ideal é evitar a ingestão da bebida durante as refeições, uma vez que o gás atrapalha um pouco o funcionamento das enzimas digestivas, o que pode comprometer a absorção dos nutrientes pelo corpo, segundo especialistas.

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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Qual o tamanho de um grão de areia?

Areia é um conceito relativo ao tamanho do grão.

Imagem - NoPain, No Gain
O estudo ou medida do tamanho do grão recebe o nome de granulometria. De acordo com a escala de granulometria mais utilizada hoje para classificar sedimentos, um grão de areia possui entre 2 e 0,062mm. Os qualificativos para referir-se aos materiais sedimentares formados predominantemente por cada uma das três faixas granulométricas principais são: rudáceo (de rude, grosso), para granulação cascalho; arenáceo (de arena), para areia; e lutáceo (de luto, massa fina plástica), para lama. Estes termos, de etimologia latina, têm equivalência com outros termos, de origem grega: psefítico, psamítico e pelítico. Para referir-se a depósitos endurecidos (rochas sedimentares), acrescenta-se o sufixo ito aos mesmos radicais: rudito, arenito, e lutito ou psefito, psamito e pelito.

Fonte: Wilson Teixeira, M. Cristina Morra de Toleto, Thomas Rich Fairchild, Fabio Taioli. Decifrando a Terra. USP. Oficina de textos. 2003.
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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Karl Landsteiner

Grupos sanguíneos


Nacionalidade: Austríaco

Nascimento: 14 de junho de 1868
Local: Baden, Austría-Hungria

Morte: 26 de junho de 1943 (75 anos)
Local: Nova Iorque, Estados Unidos
Causa: Ataque cardíaco

Área: Biologia, Medicina

Instituições: Universidade de Viena, Universidade Rockefeller

Alma mater: Universidade de Viena

Conhecido por: Descoberta do fator Rh, os tipos sanguíneos

Prêmios: Prêmio Aronson (1926), Nobel de Fisiologia ou Medicina (1930), Prêmio Lasker-DeBakey (1946)

Karl Landsteiner (Baden, Baixa Áustria, 14 de junho de 1868  Nova Iorque, 26 de junho de 1943) foi um médico e biólogo austríaco naturalizado estadunidense.

Foi agraciado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1930, pela classificação dos grupos sanguíneos, sistema ABO, e foi descobridor do fator RH.

Landsteiner dedicou-se a comprovar que havia diferenças no sangue de diversos indivíduos. Ele colheu amostras de sangue de diversas pessoas, isolou os glóbulos vermelhos e fez diferentes combinações entre plasma e glóbulos vermelhos, tendo como resultado a aglutinação dos glóbulos em alguns casos, formando grânulos, e em outros não. Landsteiner explicou então por que algumas pessoas morriam depois de transfusões de sangue e outras não. Em 1930 recebeu o Nobel de Fisiologia ou Medicina por este trabalho.
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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Guerra Biológica: Antraz

Bactérias, vírus, outros microrganismos que podem ser usados na Guerra Biológica. Conheçam um pouco agora sobre o Antraz.


O Antraz é uma doença bacteriana amplamente difundida entre os animais. Ela é rara em seres humanos, mas potencialmente fatal, o que leva à sua exploração como agente de guerrabiológica. A eficiência do antraz como arma foi primeiramente confirmada pela liberação acidental de esporos do antraz de um laboratório na União Soviética em 1979, quando morreram 68 pessoas.

O Bacillus anthracis é uma bactéria aeróbica imóvel que rapidamente morre fora dos tecidos do hospedeiro. Contudo ela forma esporos, partículas de cera de 1 µm de diâmetro, que podem sobreviver por décadas.

Esporos da bactéria Bacillus anthracis ao microscópio eletrônico, com colorido artificial e ampliação de aproximadamente 4.280 vezes.
Alguns esporos estão naturalmente presentes em solos no mundo inteiro e são ingeridos por herbívoros. Não são bem conhecidos os mecanismos pelos quais os esporos germinam, formando as células bacterianas de tamanho completo. Se liberados no ar, os esporos inodoros e invisíveis podem caminhar por longas distâncias e facilmente encontrar seu caminho para dentro de casa. Estes esporos podem causar o antraz por inação em seres humanos, que é uma doença extremamente rara. Os casos de um aglomerado de antraz por inação quase certamente indicam que os esporos foram especificamente enviados para os seres humanos, por exemplo, em cartas ou embalagens. Como em eventos nos Estados Unidos mostraram, os esporos em um envelope podem facilmente contaminar outros.

Historicamente, as infecções por antraz em seres humanos foram da variedade cutânea, e são facilmente reconhecidas pelas lesões escuras que se formam (o antraz cutâneo era considerado um risco ocupacional dos classificadores de lá e de outros que trabalham com peles de animais). Lamentavelmente, os sintomas iniciais do antraz por inalação são inespecíficos e se parecem com os da gripe. Os Estágios tardios da doença são rapidamente fatais, com um intervalo médio de 3 dias entre o início dos sintomas e a morte.

Uma vez a toxina bacteriana ter penetrado nas células, ela não pode ser detida, de modo que a identificação precoce da infecção pelo antraz – ou ainda somente da exposição – é essencial para impedir a morte. Linhagens de B. anthracis que ocorrem mais naturalmente são sensíveis à penicilina, mas teme-se que o antraz “armado” possa ser criado para ser resistente aos antibióticos comuns. 



O fármaco de escolha é, por esta razão, o antibiótico mais recente, de amplo espectro, ciprofloxacina. O tratamento por cerca de 60 dias é necessário para impedir a infecção por esporos que tenham germinação retardada. As boas-novas é que o antraz – ao contrário da varíola e da peste bubônica – não é muito contagioso.

Fonte: C. W. Pratt e K. Cornely, Bioquímica essencial. Trad. Antronio J. M. S. Moreira et al. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2006. p. 294-495. 
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POSTAGEM EM FOCO!

Especial de Natal - Vocês conhecem as renas?

Mas que pergunta boba, é claro que conhecem, é Natal e as renas ajudam o papai Noel em sua jornada. Mas vocês sabem onde elas vivem, e o q...