terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Fósseis: desvendando a vida no passado

A fossilização depende da composição química original do organismo, da matriz circundante e do tempo que levou para se fossilizar.


 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2013/12/fosseis-desvendando-vida-no-passado.html

VAMOS DESCOBRIR...


Mudanças químicas podem tanto preservar o organismo na rocha como usar o espaço ocupado por ele como um molde, criando sua imagem na pedra milhões de anos após sua morte.


COMO OS FÓSSEIS SE FORMAM?

A formação de fósseis requer um conjunto preciso de condições. Se essa combinação não ocorrer, o animal ou a planta mortos irão se decompor. Assim que morrem, são imediatamente atacados por microrganismos, de micróbios a vertebrados maiores que se alimentam de carniça. Os tecidos moles são os primeiros a desaparecer, deixando ossos, carapaças, e outras partes duras como dentes. Com o tempo, estes também desaparecem.


Ocasionalmente, um organismo se instala em um local onde os níveis de oxigênio são baixos  e os elementos de decomposição não podem atuar.

Em alguns casos, organismos podem ter sido enterrados na lama de um lago, engolidos por um deslizamento de terra ou pela mudança de uma duna, ou cobertos pelo fluxo de sedimentos caindo no fundo do oceano. Embora as partes moles logo desapareceram, todos os ossos, dentes, conchas ou madeira, compostos por substâncias como carbonato de cálcio ou celulose, irão levar muitos mais anos para desaparecer.

Além desses meios de fossilização, existe também o âmbar, que é uma resina fóssil que é expelida de árvores, e nela alguns organismo ficaram presos, e com isso foram conservados por milhões de anos.


FLORESTAS PETRIFICADAS

Nessas florestas, a celulose original foi totalmente substituída por sílica que se infiltrou na madeira em forma de solução. Às vezes a mineralização só se estende aos espaços vazios entre as fibras da madeira, em outras, a madeira se dissolve e é substituída por minerais. Se a madeira se dissolve deixando uma falha na matriz mais dura que depois é preenchida com minerais, dá-se a pseudomorfose ou fusão natural.

ONDE SE ENCONTRAM OS FÓSSEIS?

Os fósseis não estão distribuídos aleatoriamente pelos estratos rochosos do mundo. Alguns tipos de rocha abrigam grande quantidade de fósseis, outras não.



As rochas são encontradas em três variedades básicas: ígneas (magmáticas), metamórficas e sedimentares. As ígneas são formadas de lava e magma cristalizados. As metamórficas são assim chamadas porque sofrem alterações fundamentais por ação de pressão e calor. Essas rochas não são campos férteis para achar fósseis. Ao contrário, procure por rochas sedimentares, criadas quando a poeira, a lama e outras partículas do solo foram depositadas em camadas e depois solidificadas em rochas. A mesma torrente de chuva que leva uma nova camada espessa de areia finíssima para um lago pode também carregar os restos de animais e plantas que são enterrados.


O calcário, pode ser um dos melhores campos de procura de fósseis, pois com muita freqüência, originalmente criado a partir de depósitos espessos de carapaças de invertebrados, há muitos milhões de anos. O calcário numulítico (é quando o carbonato possui uma mistura de magnésio e cálcio) provém de antigos depósitos de conchas foraminíferas. Os corais antigos também contribuíram para a formação de muitos calcários no mundo.

PERÍODOS GEOLÓGICOS

As unidades do tempo geológico não tem medida padrão. O Período Triássico, no qual os dinossauros começaram a predominar e os amonóides (moluscos cefalópodes) eram comuns nos mares, durou 35 milhões de anos, enquanto o Período Jurássico, no qual os dinossauros dominaram, durou cerca de 65 milhões de anos.

Imagem: adaptado de Fósseis Guia Prático

Para lidar melhor com o tempo geológico os paleontólogos usam eras, períodos e épocas. Cada unidade é mais curta que a anterior. A época é menos que o período que, por sua vez, é menor que a era.

A SEGUIR ALGUNS FÓSSEIS INTERESSANTES

Libellula doris


Fósseis de insetos são raros, em parte devido a seus exoesqueletos frágeis e fáceis de serem destruídos. Esta larva de libélula é uma das raras exceções, talvez devido a seu hábitat - lagos ou rios com fundos lamacentos - mais propício à fossilização.

Período: Mioceno 


Carcharodon


O tamanho, a forma e as beiradas em serra deste dente mostram que ele pertencia ao C. megalodon, patente do grande tubarão branco moderno do Cenozóico. Comparando o tamanho dos dentes do C. megalodon com o dos tubarões brancos, acredita-se que as espécies extintas atingiam no mínimo 15m.

Período: Cretáceo - Recente.

Calamite


As cavalinhas eram parte importante das florestas do Carbonífero; este tipo, um dos fósseis mais comuns do período, alcançou 18m de altura. Os fósseis representam os caules com sulcos longitudinais. As cavalinhas ainda são comuns em terrenos pantanosos de várias partes do mundo, mas as espécies sobreviventes são pequenas: não ultrapassam 1 m de altura.

Período: Carbonífero superior.



Hildoceras


Amonóide com espirais evolutas achatadas, o Hildocerastem um sulco raso que corre ao longo de cada lado das espirais e da quilha;  as nervuras são curvas

Período: Jurássico.

Protoceratops


A descoberta dos primeiros ovos de dinossauros pela expedição de Andrews à Ásia Central em 1923 atraiu a atenção do mundo. Demonstrou-se que os ovos de Protoceratops são surpreendentemente comuns no deserto de Gobi; em geral encontrados em grupos circulares dentro dos restos de covas que serviam de ninhos.

Período: Cretáceo

Archaeopteryx



Primeiro houve uma pena - a impressão de um estorninho encontrado na Alemanha em 1860, em rochas do Jurássico em que se esperavam dinossauros e não pássaros. Menos de um ano depois o mesmo calcário forneceu um fóssil quase completo de Archaeopteryx cujos ossos podiam ser vistos com clareza.

Período: Jurássico.

Smilodon


Conhecido como "tigre-dentes-de-sabre", estes felinos grandes eram carnívoros comuns na América do Norte e do Sul no Pleistoceno. Os dentes parecem mortais; deviam servir para matar a presa ou tinham um papel social. O mesmo estilo de dentição apareceu nos marsupiais no Plioceno, desaparecendo quando os mamíferos placentários dominaram a fauna dos marsupiais.

Período: Pleistoceno.

Os fósseis são uma fonte que nos liga ao passado, e nos mostram como era o mundo antes de nossa civilização moderna. Ainda há muitos a descobrir, pois o processo de fossilização ainda continua e sempre terá novos fósseis para nos mostrar como era a vida e seus meios. Para mais informações consulte o site Livro Fósseis Guia Prático

Fonte: Livro Fósseis Guia Prático. Editora Nobel

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