sábado, 10 de maio de 2014

Felinos extraordinários

Praticamente invisíveis, com garras afiadas e reflexos apurados.


VAMOS DESCOBRIR...

Movem-se com cautela. Calculam cada passo. Mesmo no chão repleto de folhas secas nenhum barulho é perceptível. Eles estão lá, mas é impossível avistá-los. Andam pelo ambiente como se fossem fantasmas e, quando menos se espera, partem para o ataque. Os felinos são especialistas na arte da caça e farão qualquer coisa para matar sua presa.

Os gatos são caçadores noturnos e solitários em sua maioria. Possuem grandes olhos posicionados para frente, o que permite julgar distâncias com precisão. À noite sua visão fica seis vezes mais apurada do que a nossa. Eles devem essa alta sensibilidade ao tapetum, uma membrana que fica atrás do cristalino e reflete a luz que passa pela pupila. É o brilho refletido por essa camada que vemos quando colocamos a lanterna nos olhos de um felino.

Os outros sentidos também são aguçados. Orelhas grandes, móveis e em forma de funil, captam o som de qualquer animal que esteja por perto. Bigodes altamente sensíveis e olfato apurado ajudam na navegação e permitem localizar um alvo mesmo no escuro total.

Almofadas na sola das patas ajudam a abafar o som e permitem que o predador se aproxime sem fazer barulho. A pelagem se mescla com o ambiente e dificulta a visualização (As listras de um tigre se misturam com a grama alta enquanto as rosetas de felinos encontrados em florestas imitam o efeito dos raios de luz que passam pela copa das árvores).

As garras retráteis permanecem guardadas na maior parte do tempo. Assim, elas não se desgastam e permanecem afiadas. Quando o felino precisa escalar ou agarrar uma presa, elas aparecem rapidamente em um mecanismo semelhante ao de um canivete.

Os felinos são predadores de topo de cadeia, controlam a população de presas, abatem os indivíduos mais vulneráveis, eliminam portadores de doenças e são essenciais para a manutenção de um ecossistema saudável.


Respeitados e venerados por alguns e temidos e perseguidos por outros, a maioria das espécies está em declínio. A destruição do habitat, a caça para a fabricação de medicamentos e confecção de casacos e a perseguição de fazendeiros que querem proteger seus rebanhos são as principais ameaças.

É inegável o poder que temos para mudar o mundo. Nenhuma espécie tem um controle tão grande sobre a Terra quanto os seres-humanos. Esse fato coloca sobre nós, queira gostemos ou não, uma responsabilidade gigantesca: Não é somente o nosso futuro que está em nossas mãos, mas o destinos de todas as outras criaturas com quem dividimos o planeta.

Agora conhecença alguns desses incríveis felinos:



Encontrados em grande parte da Ásia, os tigres são os maiores felinos do mundo.

Habitavam lugares tão diversificados (florestas tropicais, pântanos e savanas) que acabaram evoluindo em populações regionais com padrões e tamanhos distintos, a ponto de serem classificadas em subespécies diferentes, incluindo o tigre-siberiano, Panthera tigris altaica (foto). 

Hoje, a maioria está extinta. A perda de habitat, a caça de suas presas e o mercado negro chinês – que vende partes do corpo do felino para fazer remédios – estão dizimando um dos predadores mais formidáveis do planeta. A estimativa é que existam apenas 2 500 tigres na natureza. Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada.

Guepardo (Acinonyx jubatus)


O mamífero terrestre mais rápido do planeta pode atingir 110 km/h. Suas garras não são retráteis, o que gera mais tração e, consequentemente, mais velocidade. O felino tem uma alta taxa de sucesso na captura de presas

Esse fato não é visto com bons olhos pelos fazendeiros, que frequentemente matam os guepardos para proteger seus rebanhos. 


A competição com outros gatos também é uma ameaça à espécie: em algumas áreas a mortalidade de filhotes chega a 95%, a maioria das perdas é causada por leõesStatus na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável.

Onça-pintada (Panthera onca)


A onça-pintada é o maior felino das Américas. Possui a mordida mais poderosa entre os felinos. 

Enquanto os outros gatos utilizam uma técnica de caça com bote no pescoço seguida de sufocamento, a onça crava os caninos na cabeça da presa e perfura o crânio da vítima até chegar ao cérebro. 


Ela seleciona indivíduos inexperientes, machucados, doentes ou mais velhos, o que acaba resultando em benefício para a própria população de presas. Infelizmente, fazendeiros abatem o felino para proteger seus rebanhos. No Pantanal, o Projeto Onçafari tenta salvar a espécie através do ecoturismo, mostrando que a onça pode ter mais valor se permanecer viva. Status no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: espécie vulnerável.

Caracal (Caracal caracal)


Encontrado na África e na Ásia, o caracal, também conhecido como lince-do-deserto, é capaz de pular 3 metros na vertical para abater aves em pleno voo. Mas também caça roedores e pequenos antílopes. 

Animais domésticos também podem fazer parte do cardápio e a presença deste felino não é muito apreciada por fazendeiros. 

No entanto, devido sua grande área de distribuição ele não está em perigo. Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): pouco preocupante.

Leopardo (Panthera pardus)


Um dos animais mais furtivos da África, o leopardo anda em seu habitat como um fantasma. Sua população é maior que o dobro das populações de leões e guepardos juntas. 

No entanto, é muito mais difícil ver um leopardo em um safári do que qualquer outro grande felino. 


A conversão de seu habitat em plantações e pasto, a retaliação de fazendeiros que querem proteger seus rebanhos e a competição com humanos por presas fazem com que a população da espécie siga diminuindo. Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie quase ameaçada.

Leão (Panthera leo)


Os leões são os mais sociais de todos os felinos. Fêmeas da mesma família formam bandos, enquanto os machos se unem em coalizações para tentar conquistar um bando. Caçam de forma cooperativa e podem derrubar presas grandes, como girafas, búfalos, hipopótamos e até elefantes. 

Mas também se alimentam de animais de pequeno porte e, em situações de desespero, podem comer carniça. São caçados em retaliação pela morte de pessoas e do gado na África. 


Seus ossos também podem ser vendidos para a fabricação de medicamentos. Eles entram como substitutos dos ossos de tigre que se tornam cada vez mais raros. Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): vulnerável.

Leopardo-das-neves (Panthera uncia)


Acostumado a baixas temperaturas, grandes altitudes e terrenos áridos, o leopardo-das-neves é encontrado nas montanhas e penhascos no centro da Ásia. 

Conflitos com pessoas, tráfico de animais e uma queda na quantidade de presas são as principais ameaças enfrentadas pela espécie. 

Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada.

Pantera-nebulosa (Neofelis nebulosa)


Rosetas em forma de nuvens irregulares espalhadas pelo corpo batizaram a pantera-nebulosa (também conhecida como leopardo-nebuloso). 

Com até 1,1 metro de comprimento é o menor dos grandes felinos, mas sua habilidade de escalada rivaliza com a de muitos gatos pequenos. Caça macacos, aves, porcos-espinhos e veados. 


É encontrado em florestas densas no Sudeste Asiático, habitat com uma das mais altas taxas de desmatamento no mundo. O felino também é alvo do tráfico de animais. A pele é vendida para a confecção de casacos, os ossos para a fabricação de remédios, a carne é consumida em pratos exóticos e indivíduos vivos são negociados como animais de estimação. Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada.

Pantera-negra (Panthera onca)


Antes vistas como espécies diferentes a pantera-negra e a onça-pintada possuem o mesmo código genético. Indivíduos melânicos são mais comuns em florestas densas, como a Amazônia

Eles têm uma alta quantidade de melanina na pele e nos pelos (característica apresentada por algumas espécies de felinos). Leopardos (Panthera pardus) melânicos também recebem o nome de pantera-negra.  

Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie quase ameaçada.

Lince-ibérico (Lynx pardinus)


A origem do nome lince vem de uma palavre grega que significa luz, uma referência ao brilho dos olhos do animal quando iluminados por uma lanterna – uma característica que ajuda na visão noturna e é comum entre os felinos e se desenvolveu em outros grupos de mamíferos. São encontrados na América do Norte, Europa e Ásia. 

A espécie mais ameaçada é o lince-ibérico (foto), um especialista em caçar coelhos que sofre por ter uma área de distribuição restrita na Espanha e com a queda na população de sua única presa. 

Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): criticamente ameaçado.

Onça-parda (Puma concolor)


Suçuarana, leão da montanha, puma, cougar... A lista de nomes da onça-parda é longa. 

É encontrada das montanhas Rochosas, no Canadá, até o sul da Patagônia chilena, dos picos nevados dos Andes até os campos do Cerrado, das planícies do Pantanal até a Floresta Amazônica


Devido à sua distribuição extensa, o felino acabou recebendo vários nomes populares em línguas diferentes. 


Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): pouco preocupante.

Fonte:National Geographic Brasil

SÃO REALMENTE EXTRAORDINÁRIOS. MAS NÃO VAMOS PARAR POR AQUI ABAIXO SEPARAMOS MUITO MAIS PRA VOCÊS (CLIQUEM NOS TÍTULOS OU NAS IMAGENS PARA ACESSAR OS LINKS):

O crescimento dos grandes caninos dos Tigres-dentes-de-sabre

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/08/o-crescimento-dos-grandes-caninos-dos.html


2 comentários:

  1. o mundo dos felinos me fascina, são animais extraordinarios,

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Disse tudo sobre eles, são animais incríveis e fascinantes =D

      Grande abraço,

      Equipe BioOrbis.

      Excluir